Na última terça-feira, dia 14, o deputado Aureo esteve em reunião, na sede da empresa, com Jorge Luiz Briard, Presidente da CEDAE, Marcelo Motta, Diretor da Região Metropolitana e Heleno Silva, Diretor do Interior, além de Marcelo Peres, Vice-presidente da Força Sindical do Estado do Rio de Janeiro. Na pauta, a Audiência Pública, solicitada por Aureo, Líder do Solidariedade na Câmara, para tratar da venda da Companhia Estadual de Água e Esgoto – CEDAE, parte da negociação entre o governo federal e estadual, como uma das contrapartidas para a liberação de recursos para o Estado no valor de R$3,5 milhões.

O deputado, que tem se posicionado contra a venda, ouviu do presidente que a empresa tem um lucro de R$400 milhões anuais, conta com cerca de 5.700 funcionários, além de mais de 2.000 terceirizados. Na opinião de Marcelo Motta, a privatização afetará os municípios do interior, já que muitos dão prejuízo de operações para a Cedae, empresa de caráter misto, que equilibra os investimentos necessários com a arrecadação em cidades maiores.

O projeto de privatização prevê que a companhia manterá a responsabilidade pela captação e produção da água e venderá a entes privados a distribuição, coleta de esgotos e futuros investimentos. Para Aureo, além do desemprego que afetaria milhares de famílias, o setor privado não aplicará recursos em cidades deficitárias podendo, em curto prazo, penalizar os moradores de locais mais pobres.

Aureo fará uma aproximação entre a Bancada Federal do Estado e técnicos da CEDAE para que dados fundamentais sejam esclarecidos e que se coloque a situação do cidadão fluminense acima dos interesses do mercado financeiro. “Há outras garantias que podem ser dadas ao Governo Federal para que o empréstimo, que é vital para ajudar as finanças do Estado, seja viabilizado. Mas prejudicar municípios pequenos e o cidadão em lugares de maior carência, é um absurdo. O Poder Público tem que proteger, não explorar o contribuinte”, finalizou Aureo.