Em 2018, o Brasil deu um passo importante no combate à violência sexual. Uma lei de autoria de Aureo Ribeiro tornou a importunação sexual crime, com pena de 1 a 5 anos de prisão.
Com isso, a legislação trouxe uma resposta mais clara para situações de abuso sem o consentimento da vítima. Além disso, reforçou um princípio fundamental: se não tem consentimento, é crime.
A importância dessa legislação continua evidente no dia a dia. No dia 3 de setembro, por exemplo, policiais prenderam em flagrante um homem na Pavuna, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele é acusado de se masturbar dentro de um ônibus.
Segundo a Polícia Civil, os agentes também encontraram no celular do suspeito fotos de mulheres e adolescentes. Ele teria feito os registros sem o conhecimento das vítimas.
Diante do caso, a polícia autuou o homem por importunação sexual e o encaminhou à Polinter. Agora, ele permanece à disposição da Justiça.
Uma lei que protege e dá resposta às vítimas
Antes da mudança na legislação, o país não contava com uma tipificação específica para a importunação sexual como existe hoje. Por isso, a criação do crime trouxe uma resposta penal específica para atos de natureza sexual praticados sem consentimento.
Além disso, a lei representa um avanço especialmente importante para as mulheres. Afinal, elas enfrentam situações de constrangimento e violência em espaços públicos, no transporte e em diferentes ambientes de convivência.
O caso registrado na Pavuna mostra, portanto, que a legislação produz efeitos concretos. A partir dela, as autoridades podem investigar casos de importunação sexual e responsabilizar criminalmente os autores.
O combate não termina com a lei
Criar uma lei é um passo. Contudo, fazer com que a sociedade conheça, respeite e aplique essa legislação exige um esforço permanente.
Por isso, falar sobre importunação sexual também é uma forma de prevenção. É preciso deixar claro que comportamentos abusivos não são normais. Da mesma forma, a sociedade não pode responsabilizar a vítima pela violência que sofreu. Além disso, denunciar é fundamental para combater esse tipo de crime.
Em 2018, a lei representou uma conquista importante no combate à violência sexual no Brasil. No entanto, essa luta continua todos os dias. Ela está nas ruas, no transporte público, nos espaços de trabalho e em todos os lugares onde as mulheres têm o direito de estar com segurança e respeito.