Quando os fatos falam mais alto, a desinformação perde espaço
Nos últimos dias, uma narrativa equivocada ganhou força nas redes sociais ao tentar distorcer minha posição sobre a CPI do Banco Master. Segundo essa versão, eu seria contrário à investigação por não ter assinado um requerimento específico. No entanto, os fatos mostram exatamente o contrário — e precisam ser colocados de forma clara.
Sempre defendi a apuração rigorosa desse caso. Por isso, assinei quatro requerimentos de investigação relacionados ao Banco Master, incluindo dois pedidos de CPMI, que envolvem Câmara e Senado. Além disso, esse modelo oferece maior viabilidade política e institucional, o que aumenta as chances de a investigação avançar e produzir resultados concretos.
O debate público, porém, exige maturidade. O fato de eu não ter assinado um requerimento específico, que já havia atingido o número mínimo de assinaturas, não indica oposição à CPI. Pelo contrário: no Congresso Nacional, parlamentares costumam apoiar diferentes iniciativas ao mesmo tempo, analisar cenários e escolher os caminhos mais eficazes. Portanto, estratégia legislativa não pode ser confundida com omissão.
Assinar uma CPI significa assumir responsabilidade
Investigar exige mais do que gestos simbólicos. Assinar uma CPI significa assumir responsabilidade, avaliar fundamentos jurídicos e trabalhar para que o processo não se transforme em espetáculo político. Enquanto alguns apostam no barulho, eu sigo apostando em resultados.
Ao longo do meu mandato, mantive uma postura coerente. Enfrentei interesses poderosos, defendi a transparência e atuei com independência sempre que o interesse público esteve em jogo. Da mesma forma, continuo acreditando que o combate a irregularidades precisa acontecer com seriedade, método e compromisso institucional.
A democracia se fortalece quando a verdade circula com clareza. No entanto, ela se enfraquece quando a desinformação ocupa espaço. Por isso, sigo firme: defendendo investigações responsáveis, baseadas em fatos e conduzidas com rigor.