Projeto estabelece critérios para expansão do teste do pezinho

Projeto estabelece critérios para expansão do teste do pezinho

Um Projeto de Lei apresentado pelo deputado federal Aureo Ribeiro busca tornar mais eficiente a expansão do teste do pezinho realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Para isso, a proposta determina que a ampliação da triagem neonatal priorize doenças que já possuem tratamento disponível na rede pública.

A iniciativa foi apresentada próximo ao Dia Nacional do Teste do Pezinho, celebrado em 6 de junho.

Prioridade para doenças com tratamento disponível

O Projeto de Lei 2262/2026 estabelece critérios para a implementação escalonada dos exames. Dessa forma, a ampliação da triagem neonatal deverá priorizar enfermidades que já contam com protocolos clínicos e tratamentos disponíveis no SUS.

Com isso, o projeto busca garantir que o diagnóstico precoce seja acompanhado pelo acesso imediato ao tratamento adequado.

Inclusão mais rápida na triagem neonatal

A proposta também define prazos para a incorporação de novas doenças ao teste do pezinho. Após a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), a inclusão na triagem neonatal deverá ocorrer em até um ano.

Além disso, quando o protocolo já estiver publicado há mais de um ano na data de entrada em vigor da futura lei, a incorporação deverá acontecer de forma imediata.

Diagnóstico precoce e acesso ao tratamento

Segundo Aureo, a medida busca alinhar o avanço do Programa Nacional de Triagem Neonatal à capacidade de atendimento da rede pública. Assim, mais crianças poderão iniciar o tratamento no momento adequado.

Entre os exemplos citados está a Atrofia Muscular Espinhal (AME). A doença genética rara afeta os neurônios motores e já possui opções de tratamento incorporadas ao SUS.

O parlamentar destaca que o tempo é um fator decisivo nesses casos. Por isso, o diagnóstico precoce se torna uma ferramenta essencial para aumentar as chances de sucesso terapêutico.

Fortalecimento do teste do pezinho

A proposta também considera que o SUS já oferece medicamentos e protocolos específicos para determinadas doenças. Dessa forma, o projeto reforça a necessidade de acelerar a inclusão dessas enfermidades na triagem neonatal.

Para Aureo, a prioridade deve ser ampliar o rastreamento de doenças que já contam com condições concretas de tratamento na rede pública. Com isso, o diagnóstico precoce se transforma em uma oportunidade real de intervenção.

Além disso, a medida busca garantir mais qualidade de vida para as crianças e mais segurança para as famílias.

O projeto segue em tramitação na Câmara dos Deputados.

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