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REUTERS/Ricardo Moraes

Impacto da pandemia no comércio local

A pandemia trouxe uma realidade muito nova para todos nós. Em nossas vidas pessoais, na convivência familiar, nos empregos, bem como no nosso lazer. Além disso, a economia também foi impactada. Fechamento de empresas e aumento do desemprego são expressões que ouvimos o tempo todo nos telejornais. Por isso, hoje vou falar sobre como a pandemia afetou o comércio local, um setor que sofre historicamente com a falta de investimentos.

Eles foram os primeiros a sentir no bolso as consequências da Covid-19. Os negócios locais estão pertinho da sua casa, como a padaria da esquina, o salão de beleza no quintal da sua vizinha e aquela feira de domingo. Com a suspensão das atividades, esses estabelecimentos fecharam as portas. Sem o apoio necessário do poder público para manter os negócios de pé, muitos encerraram as atividades.

A prova disso está no resultado da pesquisa Sobrevivência de Empresas, do Sebrae, que mostra como a pandemia afetou o comércio local. O estudo apontou que as empresas desse setor tiveram taxa de mortalidade de negócios em até cinco anos de 29%. Isso quer dizer que 29% das microempresas com até cinco anos de existência fecharam nesse período. 

Os dados ainda mostram que, para 40% desses microempresários o motivo do fechamento foi a pandemia. 34% dos comerciantes acreditam que o acesso a crédito teria evitado o fechamento de seus empreendimentos. Ainda de acordo com o Sebrae, quanto menor o porte da empresa, mais difícil obter crédito para manter o capital de giro. 

O que estamos fazendo para ajudar esses trabalhadores? 

Essa preocupação com os negócios locais trouxe mais empatia aos consumidores. Vimos campanhas incentivando a compra no comércio local e os microempreendedores que sobreviveram seguem se reinventando. 

Enquanto o total de empreendedores com mais tempo de mercado caiu, o empreendedorismo por necessidade cresceu 1% e chegou à maior taxa desde 2002. É o que aconteceu com aquele amigo que ficou desempregado e abriu uma barbearia, bem como com a colega que foi demitida e começou a vender bolos e doces para ter uma fonte de renda. 

Por isso eu votei em favor do Pronampe, uma linha de crédito para micro e pequenos empreendedores, e sigo cobrando mais investimentos para o setor. Além disso, também incentivo para que as pessoas mudem seus hábitos de consumo para ajudar os comerciantes do meu bairro. Como, por exemplo, comprar frutas e legumes na feira livre da minha rua em vez de comprar no supermercado. Ou mesmo quando for presentear alguém, busque naquele artesão da sua cidade. Vamos investir no comércio local para retomar a nossa economia!

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